A longevidade é um termo muito abrangente, mas também muito poderoso, pois reúne numa só palavra um conjunto de hábitos e opções de vida que, em conjunto, permitem que o nosso corpo e mente estejam alinhados numa vida plena. Não é só genética mas, mais que isso, engloba movimento, nutrição, hábitos de sono, núcleo familiar, interações sociais, equilíbrio emocional e mental, mas também propósito de vida. É alinhando estes princípios que a longevidade atinge o seu potencial e cada variável deve ser cuidada, estimada e aprimorada de forma contínua.
Alimentação como base de um plano de vida saudável
Uma alimentação sensata, adaptada a cada pessoa e às suas necessidades, é sempre o ponto de partida para um plano de vida saudável. Sabemos que alimentos frescos, nutritivos e combinados de forma correta permitem que toda a sua energia e nutrientes sejam disponibilizados aos órgãos, tecidos e células do nosso corpo, de forma a que possam desempenhar as suas funções corretamente, com máxima vitalidade, contribuindo para minimizar o risco de doenças. Este é sempre o princípio de uma alimentação saudável e nutritiva.
Consegui-lo nem sempre é uma tarefa fácil, pois o stress do dia a dia, a disponibilidade alimentar, os hábitos de vida e o acesso a alimentos frescos e naturais nem sempre são conseguidos de forma linear e contínua. Mas, antes de qualquer mudança alimentar, há que fazer um diagnóstico correto, perceber de que forma podemos otimizar as nossas escolhas, que alimentos devemos privilegiar, em que alturas do dia e em que quantidades. É aqui que o nutricionista tem o seu papel de orientar, ajudar e encaminhar para a criação de novas rotinas que sejam práticas, integradas no dia a dia e que sejam também uma base consistente para os novos hábitos criados.
"Antes de qualquer mudança alimentar, há que fazer um diagnóstico correto." Dr Pedro Queiroz
Juventude, desvios e construção de padrões duradouros
Quando somos mais jovens, pensamos que o corpo se consegue adaptar a desvios e que, mais tarde, pensaremos no assunto, acreditando que vamos sempre a tempo de corrigir excessos ou escolhas alimentares desregradas. De facto, o funcionamento do corpo humano permite, pontualmente, corrigir estes desvios e regenerar-se, minimizando o impacto destas opções pontuais.
No entanto, o propósito de uma alimentação saudável não é evitar os desvios, mas sim criar um padrão e rotinas alimentares consistentes que permitam ao nosso organismo estar sempre em evolução num caminho de saúde máxima, minimizando o impacto de pequenos desvios. Deve ser sempre esta a linha orientadora: avaliar hábitos, afinar opções e implementar rotinas saudáveis de forma incremental, mas duradoura.
A importância do diagnóstico e do acompanhamento
Um bom diagnóstico é, por isso, essencial quando falamos em longevidade. Sinais vitais, hábitos de exercício e de sono, escolhas e preferências alimentares, hidratação, idade metabólica e tantos outros parâmetros ajudam-nos a ter uma noção clara do nosso estado inicial. Com o diagnóstico realizado, começaremos então a avaliar áreas de prioridade da nossa atuação.
Seja nas rotinas do dia a dia, na arte de respirar de forma correta, na otimização da nossa base muscular, nos líquidos que bebemos, mas também nos alimentos que constituem a nossa base alimentar, tudo isto deve ser implementado de forma organizada, personalizada e num caminho consciente que nos leve a acrescentar vida aos nossos anos, a viver uma vida em pleno e a elevar o nosso corpo a um nível de excelência, em termos de saúde física e mental.
Longevidade como processo contínuo
Digamos que a longevidade é um caminho e não um destino. Um caminho onde pequenas afinações trazem enormes dividendos em termos de energia, foco, atitude positiva e vitalidade, que permitem viver a nossa vida no seu máximo potencial. Este é o mote do trabalho em nutrição, onde muitas vezes a alimentação é organizada e os alimentos são escolhidos de forma a permitir transformações a nível celular que possam otimizar a nossa saúde e minimizar riscos.
Estas transformações são conseguidas definindo quais os alimentos a dar prioridade, em que quantidades, em que altura do dia e quais os alimentos a moderar e até evitar. Muitas vezes, nesta otimização da saúde, os líquidos que bebemos e os alimentos que ingerimos são suficientes, quando enquadrados num estilo de vida saudável, onde o sono, as relações interpessoais, a saúde mental e o exercício permitem maximizar a saúde.
Noutros casos, e quando são detetadas carências nutricionais, devem ser incluídos suplementos alimentares para normalizar níveis e estabilizar parâmetros. Ou seja, o funcionamento do corpo humano é um equilíbrio complexo, delicado, mas também dinâmico, que necessita de avaliação e, muitas vezes, de afinação. É este acompanhamento que queremos dar. É esta a forma de vivermos melhor, com mais saúde. É esta a função do seu nutricionista.
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